Agridoce para os ouvidos
Neste post, apresentamos o projeto paralelo da Pitty com o guitarrista de sua banda, Martin. Hoje, quem fala sobre o Agridoce são os próprios integrantes.
Vocês sentem que o retorno do Agridoce vem de fãs muito diferentes do som que vocês fazem com a Pitty?
Martin – Também. Consigo enxergar tanto fãs antigos quanto novas caras. São sonoridades bem distintas. Agora, no começo, tudo fica um pouco misturado, mas acredito que, com o tempo, essa diferença comece a aparecer mais.
O processo de criação e inspiração do primeiro álbum foi feito num estúdio em São Paulo, na Serra da Cantareira. Como isso funcionou na prática? Todas as ideias começaram lá?
M – Na verdade, a maior parte da criação foi feita em São Paulo, na casa da Pitty. Fomos para a Serra da Cantareira com 14 músicas arranjadas e prontos para gravar o disco, mas o isolamento e a imersão proporcionados pela casa funcionaram como estimulantes criativos muito fortes e, antes de darmos conta, estávamos com 22 bases gravadas.
Pitty – Na Serra, não fomos para um estúdio propriamente dito. Era apenas uma casa, que adaptamos minimamente para gravar, levando equipamentos, essas coisas.Ficou bem diferente da sonoridade de um estúdio convencional com isolamento acústico.
Com o lançamento do primeiro CD, quais os próximos planos?
M – Tocar muito. Acabamos de formatar e arranjar o show, que já apresentamos algumas vezes e, a partir de janeiro, pretendemos começar uma turnê desse disco.
Em que momento vocês decidiram fazer um projeto paralelo?
M – Na verdade, não decidimos. O Agridoce nasceu meio laboratório e meio parque de diversões para nós dois. Tudo começou muito despretensiosamente mas, conforme fomos divulgando as músicas, uma empolgação começou a ser gerada, tanto da parte do público, que foi criando uma demanda pelo projeto, quanto da nossa.
P – Quando vimos, já tínhamos um monte de músicas prontas, e fomos compartilhando na internet. Mas nem pensávamos em gravar disco ou ser de fato um projeto paralelo. Fomos fazendo, e quando percebemos, ele já existia por si só.
Como está sendo elaborado o show que será apresentado na turnê? Apenas vocês dois no palco?
M – Não, dividimos o palco com o Malásia (percussão) e o Loco Sosa (programações). Fomos gravar o disco com as mentes muito abertas quanto a experimentações com instrumentos, timbres e sonoridades, e acabamos gravando ritmos e texturas que ficaram muito marcantes em algumas músicas. Nossa ideia foi transportar o clima do disco para o palco, por isso a inclusão de dois músicos adicionais.
Existe a possibilidade de fazer shows em outros lugares?
M – Sim. Além do show em Natal, já temos uma apresentação em São Paulo confirmada para o dia 25 de janeiro, no Sesc Pinheiros. A intenção é viajar muito com este projeto e tocar na maior quantidade de lugares possíveis.
P – E estamos nos acostumando e gostando cada vez mais de estar no palco com o Agridoce. Então, quanto mais shows, melhor.
Enquanto o Agridoce é divulgado, Pitty ficará de férias? Como vocês estão conciliando os dois projetos?
P – A turnê do DVD Trupe Delirante já estava prevista para encerrar agora, no fim do ano mesmo. Então, na verdade, a gente vai aproveitar essa brecha que já existe para tocar com o Agridoce. Estávamos conciliando bem até agora, e deve continuar assim.
A divulgação do Agridoce foi bem forte na internet. Que dicas vocês podem dar para bandas que estão começando, para que utilizem este meio como ferramenta de divulgação, inspiração etc?
M – A internet é, hoje, uma das ferramentas mais fortes de divulgação para um trabalho, tanto pela rapidez quanto pelo amplo espectro de abrangência. Sem falar que, com ela, você tem acesso a um acervo enorme e a quase todo tipo de informação acerca de música. Ter um bom suporte para criação e manutenção de sites e para organizar ações em redes sociais é indispensável.
Confira "Dançando", clipe do Agridoce gravado no estúdio da Serra da Cantareira.
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